Em fevereiro deste ano, fiz um texto falando da gravidez do meu irmão e de sua companheira, Cintya. Hoje, 29 de junho, Dia de São Pedro, nasceu Manu, a minha mais nova sobrinha. Para escolher o nome dela foi uma diversão. Te conto aí embaixo:

6 de fevereiro de 2017

É tão bom receber a notícia de uma gravidez, principalmente, quando a criança que virá faz parte da minha família, sendo sangue do mesmo DNA. Vibro, pois acredito que o nascimento de um novo ser é a celebração da vida. Tudo se modifica. Mudam os pais, mas um bebê é um laço que transforma todos aqueles que o cercam. Mães viram avós, irmãos ganham o status de tios, os vovôs ficam extasiados, amigos ou parentes recebem a responsabilidade do apadrinhamento. Aquele pequeno embrião traz outras vidas. Revigora a alma dos que já caminham por aqui.

Vou ser tio novamente. Daqui a pouco, nascerá mais uma sobrinha. E eu já estou ansioso para segurá-la nos braços, comprar uns brinquedos, rolar no chão e fazer bagunça com ela. Levá-la para tomar sorvete. Gosto de ser tio, pois posso educar com bagunça. A diversão começou bem antes de ficarmos sabendo que o bebê seria uma menina. Em dezembro, logo no início da gravidez, meu irmão pediu fraldas para o próprio aniversário. Sabia da responsabilidade de se ter um filho, mas não deixava de brincar com a situação. Os amigos deram os presentes. Contudo, ele estava apenas tirando sarro. A galera caiu na piada. Fato é que a criança terá um pai divertido. E já tem fraldas garantidas.

Na escolha do nome, a família inteira se envolveu, dando palpites. Começou assim, a partir do momento em que meu irmão postou nas redes sociais: “Maria Marieta vem aí”. Dois nomes, dupla homenagem às nossas avós. Se era sério, não desconfiamos. Entretanto, outras sugestões foram surgindo: Beatriz, Sophia, Júlia, Ana, Gabriela, Laura, Alice, Valentina, variações desses iniciando com Maria. Tantas opções que ainda não constam no rol de batismos da parentada.

Douglas se divertia postando nomes incomuns para a modernidade: Ambrosina, Felisbina, Juvenalda. Alguns são impublicáveis, por isso respeitarei o sigilo da conversa no grupo familiar para que não haja confusão no mundo real. Até Uberlinda foi proposto. Seria a junção do serviço de motoristas, o tal da Uber, com o adjetivo Linda, para puxar a beleza dos genitores. Ele sempre gosta de brincar com nomes. É assim desde a sua infância, quando descobriu que se chamava Douglas em homenagem a um jogador do Cruzeiro. Atleticano fanático, meu irmão informava a quem o perguntasse que seu nome era outro. Douglas não existia. Ele já se chamou Vicente, Joaquim, Biro Biro (por causa dos cabelos loiros e encaracolados), Zé Boreska. Nosso avô o chamava de Ximbico. Mais crescido, ficou conhecido como Jubileu. Apelido que pegou e não o larga mais.

Após a farra, as suposições, as apostas, Cintya, minha cunhada, deu a palavra final, e Douglas aprovou. Fizeram o anúncio oficial. Minha sobrinha será batizada de Manuela, Manu para os íntimos, como eles já conversam com a barriga. Nome abençoado, conforme o Dicionário de Significados: feminino de Manuel, variante de Emanuel, originado a partir do hebraico Immanuel. Emanuel é formado pela junção dos termos immánu, que significa “conosco”, e El, que quer dizer “Deus, Senhor”, e significa “Deus está conosco”, ou apenas, “Deus conosco”.

Eu queria que fosse registrado em cartório só Manu. Algo diferente. Manu Azevedo, nome de artista, de cantora, mas sou apenas o tio babão, apaixonado de qualquer maneira pela alegria dessa vida que já enche a casa de expectativas. Podem até fazer outras escolhas para o nome da princesa. Ainda faltam alguns meses para o seu nascimento. Uma certeza, eu já tenho: ela terá apelidos e nomes afetuosos. Vamos fazer beicinho e falar no diminutivo enquanto ela aprende as palavras. Será abraçada, apertada, amada. Será a nossa Jubileia, com muito carinho.

Você tem sobrinhos? Como eles são? Me conte nos comentários abaixo.

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